
As projeções para o acumulado do ano indicam uma desaceleração no ritmo de crescimento em comparação com o visto no acumulado dos últimos 12 meses. Petrucci avaliou que o mercado poderia estar melhor, mas a indefinição sobre os rumos da política e da economia têm inibido ou postergado boa parte das decisões de investimentos. "Não temos uma situação melhor no mercado por conta da situação política e institucional do País. Está difícil para os empresários tomarem coragem de colocar mais ofertas de imóveis na rua", completou.
Petrucci disse ainda que o nível atual dos estoques é de equilíbrio e mostra tendência de queda, resultante de um volume de vendas superior ao de lançamentos. Esse enxugamento dos estoques poderia servir de incentivo para que a indústria de construção e incorporação imobiliária acelerasse o desenvolvimento de novos projetos, mas o baixo nível de confiança no País atrapalha um avanço mais robusto do setor, na sua avaliação. "Não falta produto, nem demanda. Falta mais confiança do empresário e crédito para mais lançamentos."