O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou o lançamento do primeiro fundo público imobiliário do país, que movimentará valores em torno de R$ 1,5 bilhão.
“Fizemos a contratação de sete consórcios, num leilão disputadíssimo, e o consórcio vencedor vai fazer a administração e será o operador imobiliário do nosso fundo. O Estado tem 30 mil imóveis, claro que a maioria deles utilizados. Mas nós separamos 264 imóveis, mais de R$ 1,5 bilhão em termos de valores.”, anunciou Alckmin.
Segundo Alckmin, com os imóveis desse primeiro lote apresentado, o fundo imobiliário poderá viabilizar diversas operações, podendo vender, permutar ou realizar incorporação imobiliária.
A INICIATIVA TENTA DAR ÂNIMO AO SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL AO MESMO TEMPO EM QUE SERIA UMA RESPOSTA FEDERAL AO DEBATE SOBRE HABITAÇÃO POPULAR APÓS O DESABAMENTO DO EDIFÍCIO OCUPADO POR SEM-TETO NO CENTRO DE SÃO PAULO
O governo estuda ampliar o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para famílias carentes. A iniciativa tenta dar ânimo ao setor da construção civil ao mesmo tempo em que seria uma resposta federal ao debate sobre habitação popular após o desabamento do edifício ocupado por sem-teto no centro de São Paulo.
O estudo para ampliar o programa habitacional, que já estava em curso antes da tragédia, foi confirmado pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza. O tema é acompanhado de perto pelo presidente Michel Temer.
A ampliação do programa tende a ocorrer com o remanejamento de recursos e injeção de dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A NOVA PROMESSA CUSTARIA R$ 9 BILHÕES AO FGTS, QUE TEM SOFRIDO COM UMA SÉRIE DE FATORES, COMO O SAQUE DE CONTAS INATIVAS E PIORES RESULTADOS DAS APLICAÇÕES COM A QUEDA DOS JUROS.
Para atender a um pleito dos prefeitos em ano eleitoral, o presidente Michel Temer determinou à Caixa Econômica Federal providências para anunciar mais 150 mil unidades do programa habitacional Minha Casa Minha Vida para a faixa 1,5 (destinada às famílias com renda de até 3 salários mínimos). Essa faixa conta este ano com 20 mil moradias. O problema é o custo pesado para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que arca com 90% do subsídio (que pode chegar a R$ 45 mil) às residências. O restante vem da União.